Entrei no escritório e vi uma cadeira a mais, engraçado, o Walter tinha-se lembrado do Jesse, pensei. Apresei-me a sentar-me no sofá grande antes que Walter tivesse um ataque cardíaco e todos fizeram o mesmo. Jesse parecia um bocado atrapalhado, em Nova Iorque não devia de ser assim.
- Eu não sei bem como vos hei-de de dizer isto… - começou, todos nos entreolhamos, já esperávamos o pior – Ontem a fundação contactou-me e não me deu boas nem más noticias, quer dizer, são assim-assim. Vamos ter de entrar dentro de um esquema de uma quadrilha para tentar e conseguir matar este homem. – Walter virou a portátil para nós onde se via um homem moribundo.
- Temos mesmo que o matar? Ele não apodrece sozinho? – interrogou Alex.
Walter apenas ignorou.
- Se ele apodrecer só vai ser em dinheiro, o bando dele está por detrás de vários assassinatos e envolvido em raptos. O paradeiro deles foi localizado cá em Portugal e como vocês sabem nós somos responsáveis pelo centro e sul do país. Eles foram localizados em Portimão perto do mar e pelo que tenho ouvido, têm contas a ajustar com gente daqueles lados. A fundação deu-nos dados suficientes para poder-mos encontra-los, eles acham que se matarmos o chefe o grupo vai ficar desamparado e não voltará à acção mas se eu não me engano – Walter começou de novo a mexer no computador – este é o subchefe deles se o matarmos tenho plenamente a certeza que nada voltará acontecer. O que é que acham?
Chase colocou a mão no ar.
- Hum, como vamos fazer para os apanhar?
Walter inspirou ar cheio de orgulho.
- Eu tomei a liberdade de preparar já o esquema. Iremos todos para um quarto de hotel que aluguei perto do mar. A carrinha já está pronta a funcionar é só fazerem as malas, quem irá infiltrar-se no bando são o Alex e o Jesse, o Chase fica à escuta e a Clary a vigiar, a Gia e Scarlet vão ser o isco e ajudaram os rapazes a matar.
E agora vinha a parte pior.
- Rapazes, vocês deixam crescer a barba e não cortam mais o cabelo até termos terminado esta missão – eu já tinha dito que a Charlotte era quem cuidava dos disfarces? Não? Pronto, é ela que nos prepara visualmente – Meninas, quanto a vocês tenho mudanças extremas, Scar o teu cabelo vai passar a vermelho e …
- VERMELHO?! – gritei – Não! Eu gosto tanto do meu cabelo preto! – passei a mão por ele como se me estivesse a despedir. Esta era a minha cor original e eu adorava-a, cabelo preto e olhos azuis.
- Scarlet, não podemos correr o risco de seres reconhecida, lembras-te do que aconteceu da outra vez? Tens de estar o mais diferente possível. – Contrapôs Walter.
Não tinha nada a fazer, tinha de pintar para poder voltar a acção.
Assenti.
- E vais ter que te vestir de cores mais claras – cores claras, hãn? Isso não entra no meu dicionário - para pareceres mais espevitada e mais ingénua, igualmente tu, Gia mas vais ter de ficar loira.
- Oh, eu gosto mais do meu cabelo quando o pinto de rosa. – disse Gia desiludida.
Houve uma vez, quando fomos a Espanha, que Gia pintou o cabelo de rosa para se fazer passar por uma rapariga gótica punk que pediu ajuda em Madrid. Nós fomos lá, por mero acaso, e vimos as instalações do Instituto e Alicia, a tutora e responsável, pediu-nos ajuda e nós assim o fizemos.
- Há reclamações? – perguntou Walter – Não? Então, toca a arrumar as malas! Partimos amanhã às 8, por isso descansem bem.
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